Poema… é a noite escura de amargura
Poema… é a luz que brilha lá no céu
Poema… é ter saudade de alguém,
Que a gente quer e que não tem
Poema… é o cantar de um passarinho,
Que vive ao léu perdeu seu ninho,
É a esperança de o encontrar,
Poema… é a solidão da madrugada
Um ébrio triste na calçada,
Querendo a lua namorar…
A letra e a música tenho certeza que muitos a conhecem, mas seu maior interprete poucos ouviram falar. Estou falando de "Renato Guimarães", umas das vozes mais lindas e potentes da música brasileira, cantor de gênero romântico, passou despercebido pela geração dos anos 60. Para não ser confundido com ele, o cantor Nilton Guimarães mudou o nome para Nilton Cesar. Infelizmente nos deixou muito cedo aos 25 anos. Chegou a ser dono de uma grande boate na região de Moema, mas por causa de três coisas que todo o homem mais aprecia no mundo, o levou a miséria, pela ordem:
Primeiro: mulher
Segundo: bebida
Terceiro: ele desconhece
Tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, quando cantava nas boates na região da Consolação, Nestor Pestana etc. Sua horta era regada de bebidas, a fama não lhe subiu a cabeça, o que tinha dividia com os amigos. Aqueles que querem matar a saudade e curtir um pouco dessa música entrem no Google. Encerro com um trecho da declamação de Enzo de Almeida "poema, é a dor cruel de uma paixão", e por aí vai…
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