Colchões em minha vida

Os primeiros colchões de que me lembro eram de algodão, palha de milho desfiada, crina, capim, barba de bode ou paina. No início, nem pespontados. Eram simplesmente uns sacos cheios com um desses materiais. Depois de uma noite de dormir, amanheciam disformes, cheios de altos e baixos. Era uma trabalheira deixar o colchão bem plano, uniforme. Para isso havia na fazenda, uns rasgos do tamanho aproximado de um palmo, por onde se enfiava a mão, afofando o algodão, ou palha ou…….
De tempos em tempos o "recheio" era trocado e o pano também. Eram feitos em casa.
Era orgulho para a dona de casa deixar o colchão bem plano, e uma cama bem arrumada era sinônimo de capricho.
Nas casas de classe média, havia prestadores de serviço que faziam isso. (Boris Fausto – Negócios e Ócios).
Progredimos quando tivemos colchões de fabricação externa, de algodão ou crina, pespontados, lisinhos, mas muito pesados. Arrumar a cama era realmente serviço difícil, colocar os lençóis brancos, de algodão e deixa-los bem esticados. Mantê-los branco e passa-los a ferro (então de carvão) era outro drama.

Em 1949 tivemos nosso primeiro colchão de molas, Probel. Um deles durou 40 anos. Foi preciso trocar o estrado da cama, de molas e alto, para estrado ripado para acomodá-lo.

Depois, vieram os colchões de espumas de densidades determinadas, firmes e bem anatômicos. Mais conforto.

Mais atualmente ainda, a tecnologia nos apresenta colchões agora de novo de molas, mas super molas de 18cm, ensacadas individualmente e que permitem uma correta adaptação do corpo ao colchão.