Vila Olímpia – Brooklin Novo

Vila Olímpia é a continuidade do bairro do Itaim. A Vila Olímpia ainda era nos anos 50 um bairro totalmente deserto. Sua ruas eram de terra e recebia a rua da Ponte (Clodomiro Amazonas) que vinha do Itaim como rua que era referência para qualquer indicação. A partir das rua Antonieta, (Hoje Miguel Calfat) já tinha a Visconde da Luz cuja denominação permanece até hoje. Depois vinha A Firmino Ladeira, que virou Rua Santa Justina. A rua João cachoeira era outra oriunda do Itaim, que varava a Vila Olímpia findando na antiga rua Norma que também mudou seu nome para Flado Haidar. depois vinha a rua das Fiandeiras, (outro nome que existe até hoje) o córrego Uberabinha, rua Quatá. Rua Casa do Ator, onde se situava a igreja do divino Salvador, e a casa dos velhos artistas que dava o nome a rua. Já a Rua Gomes de Carvalho, chamava-se rua Entre Rios, por que ficava entre os córregos Uberabinha e o córrego da Traição, que despejava suas águas em frente a Usina do mesmo nome que ficava dentro do rio Pinheiros. Ai vinha a avenida Central, que hoje é a rua Cardoso de Mello. A rua Coronel Camizão, teve seu nome mudado para rua professor Waia de Abreu. Como o bairro tinha muitos portugueses muitas ruas lembravam coisas de Portugal. Rua Cabo Verde, (colônia portuguesa na África). Rua Júlio Dinis (escritor português). Rua Viseu. Mercearia Algarve. Já do outro lado do córrego da traição, começava o Brooklin Novo.
Que foi loteado pela companhia Bandeirante de terrenos e construções. Os primeiros moradores membros da colonia portuguesa. Por isso algumas ruas também tinham denominações de cunho Lusitano. Rua Lourenço Marques, (outra colônia portuguesa). Conceição de Monte Alegre. Depois da Hípica Paulista, a maioria das ruas tinham nomes de estados americanos. Michigam, Florida, Texas, Miami, Kansas, Nebrasca, Nova York, Hollywood. Onde, hoje é a avenida Luiz Carlos Berrinni, era um córrego de águas límpidas que chamávamos de rio Pinga. Isto porque tinha uma ponte (pinguela)de ferro, de onde toda a garotada pulava para nadar. Mas o que a garotada gostava mesmo de fazer, era jogar bola. Era de manhã a noite. O campo do Cometa, era de terra preta, o que deixava todos escuros de terra. Era preciso usar caco de telha para tirar o cascão. Na hora do almoço quando a mãe chamava para almoçar, sempre pedíamos um tempo a mais para desempatar o jogo. " Mãe, pera um "poco" ". " Tá 11 a 11, quem marcar o doze ganha ". Quando a gente precisava de dinheiro para comprar bola de capotão, cada um se virava. Carretos na feira, pegávamos pedaços de Bom-bril, pulando o muro da fabrica da rua Nova York e fazíamos pedaços para vender, ou então a gente ia na venda para as vizinhas para ganhar um trocos. Tinha também uma mulher viúva, que dava aulas de sexo para garotos, mas em vês de cobrar, ela pagava. Na próxima encarnação quero ser moleque de novo.
Mario Lopomo