Tantas são as histórias

1 – minha primeira experiência em cinema como platéia foi em companhia de meus pais, no Cine Cruzeiro, assistindo ao filme "A Volta ao Mundo em 80 Dias" com David Niven, que por muito tempo foi um ídolo;
2 – o sabor do sanduíche AMERICANO nas Lojas Americanas ainda estão impregnados em minha memória olfativa…, decididamente, nada igual;
3 – ir à casa de minha Tia no Alto da Boa Vista pegando o Bonde Santo Amaro (hoje, caminho pela Rua Vereador José Diniz, inesquecível cheiro de eucaliptos após a chuva no trajeto…);
4 – visitas à Praça da Sé para missas em família, ou mesmo uma visita, e minha mãe como toda e qualquer daquela época, prevenida, carregava, um pinico, uma garrafa de vidro (ainda não havia embalagem plástica) com água para lavar o pinico após minha urinada rápida entre um transporte e outro, para visitar vovó (na Vila Guilherme), adorava, principalmente passar por uma ponte (mais uma 'pinguela', como assim chamava papai!), sem medo nenhum, pois estávamos todos juntos, papai, mamãe eu e meu irmão, mais velho que eu seis anos;
5 – dos piqueniques no zoológico de dia inteiro, nada desastroso, nada incomum, pelo menos para a época;
6 – de nossas expedições pelos jardins da vizinhança, à cata de foljas diferentes para o trabalho de Ciências, numa paparicação só com as ditas folhas, nominá-las, parecíamos cientistas, digo, sentíamo-nos assim…;
7 – visitas ao Museu Paulista, assistir e participar dos desfiles em datas cívicas e, acima de tudo SABER CANTAR TODOS OS HINOS E MÚSICAS FOLCLÓRICAS DE NOSSA TERRA;
8 – creio que foi muito mais que isto que lembro-me, porém o espaço é pouco para tanta memória viva, graças a um tempo em que tínhamos um só aparelho de TV, dois rádios à pilha, K-Suco para refrescar, cera Parquetina para lustrar nossas travessuras com a sola de borracha do calçado Vulcabrás (que não acabava nunca!), da calça Rancheiro que meus pais compravam na feira de domingo e, que hoje chama-se JEANS…
Agradeço a oportunidade de me fazer lembrar uma época tão boa que me tem levado até os dias de hoje.
É como diz Aristóteles: "Só sentimos falta do que já tivemos!".
Que bom que tenho e sinto falta, pois acima de tudo, é toda esta memória que me impulsiona e me movimenta nos dias de hoje, incessantemente.

Agradeço a oportunidade de remexer meus alfarrábios e baús, tão queridos e, nunca esquecidos.