Um Playboy Paulistano

Início da década de 50, a imprensa internacional revelou aos 4 ventos os nomes das fortunas mais cobiçadas do planeta. Enfatizava que as fortunas acumuladas eram de origem da 2ª Guerra Mundial. O armador grego Onassis, um deles, o egocêntrico americano Hugles, o Principe Aly Khan, e os brasileiros: Jorge Guinle e Francisco Pignatari, o "Baby"; entre outros. O jet set internacional mencionava que a marca pessoal deles era a conquista de belas mulheres, de preferência beldades de Hollywood. Para não variar, Rio e Sampa possuíam a sua versão. Caso de Jorginho Guinle e Baby Pignatari. Os cronistas sociais da época cresceram à sombra do Baby. Notícias das suas noitadas com mulheres famosas, regadas com os melhores champanhes, rendiam tiragens e promoções pessoais. Baby era neto do conde Francisco Matarazzo. Mas tinha o seu valor pessoal como empreendedor e homem de negócios. De estatura enorme, ao redor dos dois metros, bem apessoado, era uma forte atração magnética para as mulheres. Entre os nomes mais famosos do rol de suas conquistas estão as princesas Ira de Fustemberg, com quem foi casado, e Soraya do Irã, Zsa Zsa Gabor, Linda Christiam, Dolores del Rio, Anita Ekberg, artistas de Hollywood. Foi casado também com uma Alves de Lima, multimilionária brasileira. Sua fortuna cresceu muito com as minas de cobre da qual ele era um administrador. Entretanto não soube poupar. Era um esbanjador inveterado. Os triângulos da tão lembrada chuva de prata nas festividades do IV Centenário de Sampa saíram da sua fábrica de aço inox na Aclimação. Era natural de Nápoli, Itália. Pobre, sem heranças a deixar, morreu em Sampa no ano de 1961.<br><br>e-mail do autor: [email protected]