É difícil falar de São Paulo, principalmente para quem chegou aos 50 anos. Tantas transformações. Gente que chega, gente que vai. O moderno lado com a lado com o tradicional, estilos que se completam. No meio disso tudo, bate uma saudade por tudo que já foi visto e que as novas gerações sequer imaginam ou apenas ouvem falar e perguntam: ¨é verdade?¨. Sou um privilegiado. Vi Pelé, freqüentei o Pacaembu no meio da torcida do Corinthians (sou palmeirense e estou vivo). Assisti os festivais da Record, a família Trapo e não gostava da Jovem Guarda. Participei de passeatas e lembro dos tapas, socos e pontapés, dos amigos que lá estavam comigo e que, de repente, sumiram. Na Paulista conheci alguns casarões, como o da Família Matarazzo, e hoje olho os espigões. E a Augusta? Da Pandemonium, Hi-Fi, Galeria Ouro Velho etc. São Paulo é um estado de espírito, um misto de razão e emoção, um amor que a gente conhece e não esquece, que reserva uma paixão a cada dia. Uma história? Não existe. Quem sabe vamos nos encontrar aqui novamente, com uma história e não apenas uma memória.