Para "São Paulo minha cidade".
Consta do currículo vitae desse autor a passagem por São Paulo, onde atuou como funcionário de algumas empresas. São elas: Irmãos Campos de São Paulo, empresa de auditoria, da Rua Marconi; Encadernadora Brás Cubas Ltda., na Avenida Siqueira Bueno, no Água Rasa; e a Indústria e Comércio Roper S/A, localizada na Avenida Senador Queiroz, no prédio da Bolsa de Cereais do Estado de São Paulo.
Foram três anos de vivência profissional histórica que contei e recontei nos textos publicados.
Faço novamente o registro por considerar que, neste curto espaço de tempo, minha vida profissional tomou um novo rumo, haja vista o aprendizado obtido e que me ajudou em funções futuras, que me deram a segurança e a facilidade de compreender o mecanismo, isto é, sobre o controle de bens patrimoniais de uma empresa e o seu reflexo na apuração dos resultados financeiros, segundo as regras atuais e em vigor de então.
Tratava-se da correção monetária e da depreciação de bens imóveis, que depois de algum tempo ficam ociosos e obsoletos. A correção incide sobre os bens e a depreciação corrigida até que se tornem nulos, após a duração dos bens. Os valores se equivalem mesmo que estejam em uso por sua conservação.
Quando em nossa vida a formação profissional estima-se a ser levada a sério, tudo faz parte do conjunto de aprendizado e devidamente aproveitado, conforme foi o caso.
Assim sendo, nesses três anos que me renderam tal experiência e da vivência com outros profissionais capazes da cidade de São Paulo.
A época, a meu ver, eram das melhores, embora houvesse o regime de exceção com a vigência do governo militar, o Brasil revolucionava sua economia e sua política, com os ocupantes do poder dirigido por militares e civis na estratégia de planejamentos visando seu crescimento.
Embora respirasse clima tenso, nada impedia que os jovens de então sonhassem com dias melhores e a recuperação de sua liberdade de expressão manifesta-se em geral pelos compositores de então, através da MPB. Hoje, sabe-se que embora houvesse esse regime ditatorial, com cerceamentos das nossas liberdades, os rumos da nação pareciam estar em melhores mãos do que a de nossos civis da atualidade, aqui caberia um juízo mais credenciado.
Interessante observar que os jovens trabalhadores de então tinham suas reivindicações, que eram sempre postergadas com o pretexto e as justificativas de que o nosso país era uma nação em desenvolvimento e só no futuro iríamos obter os frutos. Em outras palavras, o povo era convencido a dar sua cota e sacrifício não para agora, mas sim para o futuro. O trabalhador, na verdade, sofreu por anos esse tipo de manobra e, embora não esmorecesse na luta, a gente sabia que eram promessas vãs, enganosas.
Ficamos com esse sentimento e nos tornamos um povo acomodado, servindo as elites do poder, sempre as elites nos governando.
Parecia que não tínhamos os direitos básicos, sobretudo o da educação, razão por que quando consegui meu acesso à universidade aquilo se tornou uma das melhores coisas que me aconteceu. Sou testemunha disso. O acesso à formação universitária, tanto que éramos considerados privilegiados: 1/1000 (um por mil), tínhamos esse acesso, comentavam os estudantes nos corredores da época (1971).
Com a maturidade e com uma vida mais segura, constituímos nossas famílias e o tempo correu célere. Nosso site que nos proporciona este rico espaço para podermos contar nossas trajetórias, servindo de pretextos para que aqui as registrasse, sempre com o olhar no futuro, o futuro de nossa gente sendo capaz de atingir os níveis de desenvolvimento de primeiro mundo, os IDH que nos tornem um povo preparado, culto e desenvolvido, capazes de fazer bonito em todas as esferas do conhecimento: médico, científico, de pesquisas e também de descobertas que nos orgulharão como povo desenvolvido. É o que a nossa juventude de hoje quer, ser conduzida por exemplos como os nossos vividos em épocas passadas.