São Paulo, minha querida São Paulo

Nasci no bairro de Perdizes, na Rua Caiuby, número ll63, rua de terra que se transformava em um terrível lamaçal quando a chuva aparecia por lá.

Com o desenvolvimento do bairro (e da cidade) aos poucos as ruas foram pavimentadas. Estudei no Externato Santa Rosa de Lima, no Miss Browne, no Henrique Dias, no Liceu Tiradentes e conclui no Mauá.

Comecei a trabalhar muito cedo, como Office boy no centro da cidade, na esquina da Avenida Ipiranga com a Avenida Rio Branco. Utilizava todos os meios de transporte que a cidade oferecia, ônibus e bondes.

Que saudades tenho dos bondes, muito úteis quando eu precisava economizar nas passagens, já que era mais barato pegar o bonde do que o ônibus. Saia de casa subia toda a Rua Caiuby, até a Rua Cardoso de Almeida para pegar o bonde Santa Ifigênia, tinha a linha da Pompéia que fazia final na Igreja da Pompéia, tinha o Lapa, o Jabaquara que fazia o caminho onde hoje fica a Avenida Ibirapuera e era o meu preferido pois passava por lugares onde era possível ver criações ao lado da linha, Santo Amaro que delicia.

Minha São Paulo, que estremece ao despertar de um sono que nunca tem, e nunca terá. Minha São Paulo tem muita pressa e se espalha com muita rapidez, minha São Paulo abraça a todos sem olhar cor, religião, condição social ou física. Minha São Paulo esta sempre a altura de todos e de braços abertos. Essa é a minha São Paulo que muito amo.

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