Nasci no bairro do Jardim Paulistano, subdistrito de Pinheiros em fevereiro de 1941, em meio à segunda guerra mundial, considerado muito distante do centro da cidade, a bem dizer, era um bairro pobre, sem a urbanização central, ruas de terra e o bonde era a única condução que ia até a Rua Juquiá, onde está localizado o Sain Paul's School, a Escola Britânica de São Paulo, onde estudei o curso primário, vindo do Jardim de Infância, lá do Clube Germânia, hoje E.C. Pinheiros. Depois fui morar no centro da cidade, na Rua 24 de Maio, esquina com a Rua Dom José de Barros, no prédio Bragança, onde morava o deputado federal Eusébio Rocha, criador da Petrobrás, e o Getúlio Vargas dirigia o país, aprovando as leis trabalhistas, inaugurando a siderúrgica nacional de Volta Redonda e outras inovações que tiraram o Brasil do tempo da colonização. Morei ali durante 10 anos. Depois fui morar com minha mãe e irmã no bairro do Campo Belo, em casa alugada, por mais 10 anos. Voltamos eu e minha mãe a morar na antiga casa onde nasci, depois que o inquilino japonês, Paulo Tintureiro, devolveu as chaves para meu pai. Ali não precisávamos pagar aluguel, pois a casa era de nossa família. Desde o ano de 1970 até este ano de 2009, moro nesta mesma casa com minha mulher, meu filho e meu pai, já quase centenário, ficou viúvo quando minha mãe faleceu em 1998, com a idade de 86 anos.
Hoje estou com 68 anos, minha mulher em 41 anos e meu único e amado filho está quase com 9 anos… Estudei em muitos colégios, quase todos particulares, menos o Orfanato Cristóvão Colombo, no Ipiranga, onde fiz o terceiro e quarto anos do curso primário, onde meu pai me colocou depois que repeti o terceiro ano primário por cabular aulas no Instituto de Educação Caetano de Campos, na Praça da República, pensando ser um colégio interno, o melhor meio de cuidarem de mim, pois era viajante naquela época e minha mãe estava internada em sanatórios psiquiátricos, acometida por uma doença irreversível, classificada como esquizofrenia paranóide, que a acompanhou até o derradeiro dia de sua vida. Após fui fazer o ginásio no Colégio Adventista Brasileiro no interna, pois meu pai melhorava de vida como pequeno industrial do ramo de colchões de molas, tendo uma fábrica em São Paulo e outra filial no Rio de Janeiro, onde fui estudar interno no Colégio Batista Brasileiro na Tijuca, quando à noite com um colega de internato, descíamos pela alta janela do dormitório para imos tomar sorvete na Praça Saenz Pena, perto do colégio, voltando lá pela meia noite para dormir até às seis horas da manhã. Por essa razão perdi o terceiro ano ginasial, quando foi que, então, meu pai vendeu a fábrica e voltou para São Paulo e me colocou no Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora, em Campinas, no regime de internato.
Lá terminei de me formar no ginásio e fui morar com minha mãe e irmã no bairro de Campo Belo, em 1960, lugar ermo e distante do centro, mas muito gostoso de morar, pois o cenário era aquele onde minha irmã mora hoje na Nova Zelândia, casada com um inglês de Londres.
O bonde vinha da Praça da Sé até a parada Campo Belo, na Rua Rui Barbosa, hoje chamada Rua Demóstenes, onde há a delegacia de polícia.
Nesse ínterim fiz o colegial externo no Colégio Anglo Latino e depois entrei na faculdade de direito do Mackenzie. Mas ali não me formei devido a um assassinato da universidade, dita de direita, cometido por um aluno pertencente ao CCC – Comando de Caça aos Comunistas, ala radical a favor da ditadura militar imposta ao povo brasileiro contra sua vontade, e daí tranquei a minha matrícula e nunca mais voltei para terminar o curso de direito, fazendo de minha profissão de fé o jornalismo. Fiz pare da TV Tupi, da TV Record, da TV Excelsior e tive um programa de rádio na Rádio Piratininga de São Paulo, na Rua 24 de Maio, onde morei. Produzi filmes longa metragem na era do cinema da Boca, na Rua do Triunfo, e empreendi como empresário artístico uma série de eventos empresariando cantores, cantoras, bandas etc.
Fiz parte do grupo de poetas novíssimos de 1964, do qual uma das expressões mais destacadas do grupo foi a Eunice Arruda, que chegou a dirigir a Biblioteca de São Paulo Mário de Andrade. A partir de 1972, comecei a fazer produções de shows aéreos para divulgar o aerodesportismo no Brasil, ainda nos seus primeiros passos para a popularização da atividade. Militei nessa área até o ano de 1990, quando houve o confisco da poupança pelo presidente Collor e os contratos de patrocínio foram cancelados. Praticamente aquilo foi a minha falência, pois durante dezoito anos fui construir com outros colegas tal atividade pouco reconhecida no país, mas muito praticada e admirada no primeiro mundo, para acabar tudo de uma só vez…
Foi um grande baque emocional que me atingiu profundamente.
Passei dezesseis anos esperando recuperar o fio da meada e em 2006, finalmente fundei uma ONG denominada SOS PEACE – Movimento para o Resgate da Paz, do Meio Ambiente e do Amor pela Vida, da qual jamais irei desistir, senão quando vier a falecer. A entidade sem fins econômicos nesses três anos de existência começa a dar sinais de evolução e é no aerodesportismo está seu alavancamento, pois vai ser iniciado um projeto baseado nos esportes aéreos que visa fiscalizar o meio ambiente natural e os mananciais que protegem as represas em torno das mega cidades onde o cinturão verde da reserva da biosfera que envolve e protege uma população de 20 milhões de pessoas, referindo-se à grande São Paulo, cercada por vinte e duas represas, que ultraleves anfíbios, com a ajuda de trikes (asas delta motorizadas) e girocópteros, além de paramotores (paraquedas direcionais com motor traseiro tipo ventilador gigante) irão fiscalizar em caráter privativo de forma efetiva e continuada para deter os desmatamentos, incêndios provocados por interessados em fazer invasões pela venda de loteamentos clandestinos nas serras e reservas ambientais, além de outras utilidades de ação por meio desses aparelhos, cujos tripulantes observarão do alto de suas aeronaves o que acontece no solo, repassando às autoridades responsáveis as informações para pronta intervenção do estado para coibir crimes ambientais que destroem a biodiversidade e, por consequência, cria-se o efeito estufa que acarreta num aumento do aquecimento da Terra, além de provocar a destruição da camada de ozônio que defende os seres vivos dos raios ultravioletas, causadores do câncer de pele.
Depois de uma vida de altos e baixos, vou poder encerrar minha passagem por este mundo, encarnado, e mais espiritualizado, podendo deixar para o meu único e amado filho a experiência do pai, que nunca se importou demais com fortuna, mas sim com o estado de espírito, elevado pelo Amor pela Vida, unicamente pela fé e Amor a Deus sobre todas as coisas, pois para mim o mal não existe, o que existe é o desconhecimento do Criador de todas as coisas, e somente esse Poder Superior pode mudar as coisas que eu nunca pude mudar, pelas circunstâncias de momento, mas que podem ser retomadas depois que a entrega a Ele for total e a aceitação, com humildade, for real. Em São Paulo nasci, vivi e na cidade de meu coração quero morrer feliz.
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