Quando do lançamento do livro São Paulo Minha Cidade.com, amigo Vilton Giglio, eu estive aí em São Paulo e honradamente confesso ter abraçado o Prefeito Kassab, com os seus seguranças próximos, na Sala São Paulo. De maneira que me permitirei "telegrafar" para ele ver se pode atender o teu pedido, a sua solicitação.
Saneamento, o que é? Segundo a organização Mundial da Saúde – OMS -, saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre seu bem estar físico, mental e social. A própria OMS define saúde como o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. O saneamento constitui um conjunto de ações sobre o meio ambiente físico, portanto de controle ambiental, cujo objetivo é proteger a saúde do homem.
Modernamente, a oferta de saneamento associa sistemas constituídos por uma infra-estrutura física (obras e equipamentos) e uma estrutura educacional, legal e institucional, que abrange os seguintes serviços: abastecimento de água às populações, coleta, tratamento e disposição ambientalmente adequada e sanitariamente segura dos esgotos sanitários, nestes incluídos os rejeitos provenientes das atividades doméstica, comercial e de serviços, industrial e pública; coleta, tratamento e disposição ambientalmente adequada e sanitariamente segura dos resíduos sólidos rejeitados pelas mesmas atividades; coleta de águas pluviais e controle de empoçamentos e inundações; controle de vetores de doenças transmissíveis (insetos, roedores, moluscos etc.).
(Dados sobre Saneamento e o Município obtidos de autores professores da UFMG e da Fundação Estadual do Meio Ambiente).
Desafios do saneamento. Em 1991, o Brasil possuía 152,3 milhões de habitantes, sendo que 77% desta população viviam em áreas urbanas e apenas 23% em áreas rurais. Do total da população do Brasil, menos de 70% dos habitantes são atendidos por sistemas coletivos de abastecimento de água, verificando-se uma significativa variação de cobertura da população entre os estados.
As companhias estaduais de saneamento são responsáveis por 79% da população abastecida. Os demais são atendidos por sistemas operados pelas próprias prefeituras municipais ou mediante convênio com o governo federal (Fundação Nacional de Saúde).
Estatísticas dão conta de que não são cumpridos os padrões de potabilidade pela água distribuída e a ocorrência de intermitência no abastecimento, comprometendo a quantidade de água fornecida à população e a sua própria qualidade. Além disso, em média, é muito elevado o índice de perdas, seja devido a vazamentos e desperdícios, seja devido a perdas de contabilização da água distribuída, para efeito de faturamento. Em diversos sistemas, o índice de perdas supera 50%.
Vilton, não me estenderei no assunto, pois não sou especializada nesta área apenas por ter comigo aqui três engenheiros sanitaristas ambientais, mas para bom entendedor, meia palavra basta.
E quanto à favelização de São Paulo, deixo para outra ocasião, porém permito-me sugerir textos abrangendo esta problemática.
Não me furtarei ao debate sobre o tema. Enquanto isso, esperaremos a ação do Kassab e da Prefeitura e subprefeituras, agora sob o "novo" comando do candidato vitorioso. Enquanto isso, meditaremos e cobraremos das autoridades a qualidade do produto (água) e do desperdício, e isto já é um grande passo.
Espero mesmo que o São Paulo Minha Cidade publique este apanhado, apenas para servir de esclarecimento aos nossos queridos leitores. Repito também que foi uma sugestão dada pelo colega Giglio, num texto que fiz recentemente.
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