Vim morar na Rua Córdova, no ano de 1963, oriundo da cidade de Olímpia/SP, tinha na época oito anos de idade.
Lembro-me que jogávamos bola na rua descalço, empinava quadrados (hoje pipas), jogávamos peões, queimadas, carrinho de rolimãs, enfim brincávamos de tudo. Olha, o dia inteiro a rua era povoada de moleques, naqueles tempos não havia tantos carros como hoje.
Perto da minha casa tinha a padaria Amália, uma das mais conhecidas de São Paulo, ali era o ponto de encontro da moçada, você falava que era da Amália que os malandros de outras regiões te respeitavam.
Joguei futebol na várzea em vários times da região, onde hoje é o Jardim Avelino era um morrão e existia vários campos, o principal era o Veteranos Brasil Clube (hoje cruzamento Anhaia Mello x Salim Maluf).
No morrão havia muitos lagos e foram tantas as vezes que íamos nadar naquelas águas sujas, e nunca pegamos nenhuma doença, graças a Deus.
Estudei o primário no Pantoja, entre 1963 a 1966, e jamais esquecerei da profa. Dona Tirza, em parte graças a ela eu sou o que sou hoje.
Aparelho de televisão, lá na rua eram cinco ou seis casas que tinham, eu e muitos colegas íamos assistir no meu vizinho que morava em frente à minha casa. Quantas saudades da Dona Lurdes, da Hilda, da Ivone e do Zezinho, era na casa deles que eu não perdia um capitulo da série FURY, National Kid, Zorro, Bonanza, Hazel, Lassie e muitos outros programas. (Se alguém souber do paradeiro do pessoal acima citado gostaria que entrasse em contato.)
O meu primeiro emprego foi de office-boy, com quatorze anos na empresa Superbolsas, na Rua da Mooca.
Bom, aqui começa a segunda parte da minha estória, que em breve estarei relatando com muitas saudades, de um tempo que passou e não tem mais volta.
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