Na verdade não é uma história, mas um mural de lembranças.
Vamos ver quem se lembra:
Das domingueiras do Juventus;
Dos lanches nas madrugadas no Chico Hamburger, Burdog, Jack in The Box na Augusta;
Dos lanches menos famosos, mas nem por isso inesquecíveis, da Chapa, do Daniels e do Zip Zip da LIns de Vasconcelos.
Das madrugadas de sábado para domingo na Avenida Ibirapuera, com transito pior que qualquer sexta-feira de hoje em dia.
Do churros do Seu Toninho na Mooca;
Da inauguração da Archote na Paes de Barros;
Da Emerald Hill em São Bernardo (onde a vida acontecia);
Dos rachas na Cidade Universitária;
Dos bailes de formatura no Pinheiros, com o Super Som TA;
Das tardes no Parque do Ibirapuera, deitados nos bancos perto do lago para tentar "ganhar" uma menininha bonitinha.
Das noites em frente ao Patropi, na Vila Mariana, quando o mar não estava para peixe;
Da banca de frutas da República do Líbano de madrugada;
Dos amassos dentro do estacionamento do Ibirapuera.
Da Praça do Pôr do Sol, na Cerro Cora;
Das quartas feiras do Bar Avenida;
Da Yokoyama, melhor esfiha de São Paulo;
Do Grupo Sérgio, com campeonato para ver quem aguentava comer mais pedaços de pizza;
Da Brunella, atrás do Shopping Ibirapuera.
Dos sapatos com sola de pneus da Birello, na Guaicurus;
Da Gledson, Lee e Cukier;
Da Jeans Tarka, que tinha calças iguais à da Levi's, por um terço do preço;
Da Delhi;
Dos sapatos sob medida do Manuel e do Pepe, na Maria Antônia.
Da admiração pelas "sete galo", pelos Dodjões, Mavecos e Opalas que somente os poderosos podiam ter, enquanto passeávamos em nosso Fuscas, Brasílias e Chevettes.
Das sessões nos cines Marabá, República e Gemini, e principalmente, no Comodoro, para assistir Terremoto, Inferno na Torre e outros sucessos.
Das rádios Difusora e Excelsior, na época em que FM era música de elevador.
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