Escrevo hoje de coisas mais recentes.
Em 2008, eu estava passando uns tempos em São Paulo, no apartamento onde minha filha morava, na Rua Paris, Vila Madalena.
Estava ainda me curando de uma grande depressão e sai pela rua para dar um passeio.
Em uma esquina, deparei com uma mocinha, de unhas sujas e mal tratada, que veio me pedir ajuda. Queria saber onde ficava a Caixa Econômica para retirar um bilhete.
Logo em seguida apareceu um carro com uma mulher bem aparentada que se ofereceu para ajudar também.
Tudo parecia tão natural, mas o que elas queriam eram meus documentos e o cartão do banco.
Ainda bem que minha filha estava por perto para me ajudar, pois entrou na internet e viu que era um golpe bem comum nas ruas de São Paulo.
Eu morro e não aprendo a não confiar no ser humano.
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