Valdir, meu primo-irmão

Nascemos na Bela Vista, mais precisamente na Vila Joaquim Antunes. A nossa diferença de idade é de quatro anos; sempre convivemos muito unidos, jogávamos bolinha de gude, empinávamos pipas, jogávamos futebol, brincávamos de carrinhos e estudávamos (ele no colégio Maria José e eu no colégio Imaculada Conceição). A música entrou em sua vida e ele se tornou um guitarrista de primeira linha.<br><br>Passados os anos, nos mudamos para o bairro do Socorro, em Santo Amaro; a nossa amizade crescia cada vez mais. Estudamos no colégio Dom Duarte Leopoldo e Silva, fizemos o ginásio no Melvin Jones. Trabalhamos na Almac, empresa da família Matarazzo; jogávamos futebol no campo do Esporte Clube Socorro. Nessa época, o Valdir já tocava com seu conjunto em diversos bailes nas garagens e também tocava nos inferninhos, como eram chamadas as boates nos anos 60/70 (também tocou no salão de bailes do Cassino Vila Sofia).<br><br>Hoje, quando nos encontramos, ficamos relembrando o passado e as nossas esposas perguntam se nós não nos chateamos por nossas lembranças, e nós dizemos que tivemos um passado lindo. Olhando nos olhos do Valdir, quando conversamos, sempre corre uma lágrima e no meu também. Valdir, agradeço a Deus por você ser meu primo-irmão.<br><br><br>E-mail: [email protected]