Quando eu morrer quero ficar,
Ao lado de meus amigos.
Sepultado no cemitério do Brás.
Na Quarta e Última Parada.
Saudades.
Meus pés enterrem…
Num campinho da várzea antiga.
Na baixada do Glicério meu sexo.
A cabeça no grupo escolar.
Lembranças.
No Museu do Imigrante
Afundem meu coração brasileiro.
Não esqueçam como vivi.
Junto de duas pátrias.
Amadas.
Nos Correios enterrem minha pasta de Office Boy.
Meu ouvido tampe-os com algodão
Não quero ouvir mais besteiras.
Asneiras.
O nariz que cheire as rosas.
No Jardim do Edem.
A voz deixe na Liberdade.
Maldade
As nádegas.
Nos bancos da Paulista
Os olhos no esquife da mulher.
Amada.
As mãos deixem presas, juntas.
No coração. No Incor.
Os joelhos, na Igreja do Brás.
As tripas, já as perdi.
Esqueçam.
O Espírito é de Deus,
Deixe embalado, no Paissandu,
No colo da Estatua Mãe Negra.
Aos inimigos deixem o Epitáfio.
Kardecista: Volto Logo!
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