Perfume de Gardênia

Ontem passei um e-mail para minha amiga Cleyde Menezes contando que a muda de gardênia que ela me deu ano passado floresceu. A pequena mudinha se transformou numa bela planta com 10 flores abertas e outro tanto de botões. A gardênia para ela, para mim jasmim do cabo, exala um aroma inebriante que me remeteu ao passado.
Lembrei-me dos magazines que hoje, lamentavelmente, não existem mais, como Sears, Clipper, Mappin, Mesbla, onde as grandes perfumarias e as indústrias de cosméticos internacionais expunham seus produtos: Guerlain, Lancome, Helena Rubinstein, Elizabeth Arden, Nina Ricci etc. As atendentes eram exóticas e bem maquiadas. Certa vez ganhei um Shalimar em cristal translúcido com a tampa levemente azulada. Veio ele em um estojo aveludado roxo, como se fosse uma jóia. Era uma jóia! Desde então passou a ser o meu preferido ao lado de "L'Air du Temps". A gente sabe que tanto os perfumes quanto os cosméticos, estes últimos nunca uso, não são adequados para o nosso clima, mas insistimos na fragrância. À época todas usavam Je Reviens, Chanel nº5, Avant la Fête, Nectar de Flores (EA), Flor de Maçã (HR), estes dois últimos deliciosos e compatíveis com um país tropical como o nosso.
O mais interessante é que nessas lojas de departamentos, o perfume
que pairava no ar não se misturava com o inconfundível aroma de castanha de cajú.

e-mail da autora: [email protected]