Hoje tive que ir à cidade cumprir um compromisso do condomínio onde moro (sou o síndico). Fui de ônibus elétrico até a Praça da República e lá por coincidência encontrei meu velho amigo Celino.
Conversa vai, conversa vem, começamos a lembrar dos nossos tempos de jovens ávidos por conhecer a noite de São Paulo, após completarmos os 18 anos tão ansiosamente esperados. Passamos a recordar os bares, restaurantes, boates e inferninhos da época. Começamos pelo Oba Oba, uma boate na Av. Paulista onde se apresentavam as mulatas do Sargentelli. O Viva Maria, na Rua Santa Izabel, onde entravamos sem pagar, mas logo tínhamos que sair pois a consumação era obrigatória. O Vagão, na Rua Nestor Pestana, onde as meninas exigiam o pagamento de um drinque para ficar com gente na mesa (e como era caro!). O Love Story na Major Sertório…
O Avenida na Duque de Caxias, ficava no primeiro andar, mas em baixo havia um boteco onde a gente tomava um "incentivo" para descontrair (esse o meu amigo Miguel conheceu bem). O Scarabocchio, na Av. Ipiranga, lá perto do antigo Bar Redondo. No Restaurante Baiuca, na Praça Roosevelt, só entramos uma vez (era muito caro para nossos parcos recursos). No Olido, que ficava na Rua Cons. Nébias, esquina com a São João nós entramos algumas vezes (hoje lá está o prédio do City Bank). Cabaré Ok, que depois se transformou no Cine Windsor.
Quando o dinheiro dava, nós fazíamos uma extravagância: na madrugada íamos jantar na Adega Panamericana, que ficava do Largo do Arouche (depois virou Um, Dois, Feijão com Arroz). Nesse restaurante também iam os artistas do Teatro Natal. Uma noite inclusive pedimos um autógrafo para a Irene Bertal, uma das únicas vedetes paulista que era assídua frequentadora daquela casa.
Às vezes, mudávamos para o Restaurante Giovanni, na Rua dos Timbiras. Quando o dinheiro “escasseava”, o remédio era comer pizza rodízio no extinto Grupo Sérgio.
Após um longo e alegre bate-papo, onde demos boas risadas, tomamos um café capuccino na Av. Ipiranga, esquina com a Rua São Luiz. Trocamos os telefones para futuros encontros, talvez em companhia de mais alguns amigos, os quais estão por aí nesta cidade gigantesca. Como foi bom lembrarmos os velhos tempos!