Parabéns, Doutor

Nunca em vida tinha ouvido uma história assim. Como dizia um amigo italiano: morremos e não vemos nada na vida.

Bem, não sou supersticioso, mas reparem o dia 13 de abril de 2000. Um médico, durante seu plantão no pronto-socorro do Jd. Jacira, foi vítima de violência física e mental enquanto socorria cirurgicamente um paciente, que foi ferido por arma branca e de fogo. O centro cirúrgico foi invadido por “monstros encapuzados”, que desferiram dezoito tiros no paciente e, depois disso, obrigaram o cirurgião a beijar a poça de sangue.

Mesmo por tudo que passou, continua desenvolvendo seu trabalho, inclusive com voluntariado entre escolas da família, associações de moradores de bairros, igrejas, centros de dependência química, lar de anciãos e centros profissionalizantes de adolescentes, visitas a idosos em suas residências, que muitas vezes não podem se locomover ou encontram alguma dificuldade.

Casado, pai de três filhos jovens, médico há 20 anos, esse jovem médico merece todas as nossas considerações e homenagens que possam ser prestadas, pois nem por isso abandonou o local de trabalho. Deixo aqui minhas homenagens e que seu nome seja mencionado na Câmara Municipal como cidadão paulistano, nome de hospital, escola, um busto na cidade de São Paulo.

Enfim, alguma homenagem para que nunca seja esquecido. Esse fato ficou relatado em toda imprensa brasileira. Um cidadão piauiense que venceu em São Paulo. Parabéns doutor!

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