Nasci na Rua Professor Vahia de Abreu, 41, de uma família que sempre morou na Vila Olímpia, meu pai era o José Eletricista, infelizmente faleceu há 6 anos.
Nessa época morávamos em uma casa, nos fundos de um terreno medindo 10×30 (hoje Mercado Mares do Sul), quando fiz 17 anos ganhei um filhote de cachorro da raça fila brasileiro, de minha namorada, hoje minha esposa.
Nunca havia tido um cachorro tão grande.
Nosso portão era um portão comum de mais ou menos 1,20 m de altura.
O Leão, esse era o nome do meu cachorro, todo dia logo cedo ficava deitado perto do portão, bem encostado, de modo que quem passasse na calçada não via o mesmo.
Parece que ele tinha prazer em ficar ali, pois lá pelas 7 horas da manhã começava o movimento dos trabalhadores de diversos prédios que estavam sendo construídos em nossa rua (o primeiro prédio era exatamente no terreno onde o Alceu narrou sua história sobre o ladrão de galinhas).
Os trabalhadores, de forma descontraída e muitas vezes pensando em tudo, menos que ali tinha um cachorro, caminhavam calmamente pela calçada, junto ao portão de minha casa. Quando estavam bem próximos do portão eis que surge, com meio corpo para fora do portão, o Leão, que com um belo latido fez com que os mesmos tomassem um tremendo susto, saindo em tamanha correria, fazendo com que chegassem sempre no horário de bater o cartão, sem nenhum atraso. As cenas eram hilárias, até o dia que precisei comparecer na delegacia, pois não é que meu cachorro, numa dessas brincadeiras, rasgou a camisa de um trabalhador?
Bem, gente, quem passou pela Rua Vahia de Abreu, na altura do numero 41, na década de 70, com certeza vai se lembrar do meu belo cão fila, que faleceu aos 17 anos.
e-mail do autor: [email protected]