Tive alguns cachorros durante minha vida e, foram tão amigos, que achei por bem homenageá-los com um breve texto. O primeiro se chamava Peri e era uma graça de cachorrinho. Depois veio o Ursinho, gordo, peludo e preguiçoso.
Na seqüência, tivemos o Sherife e com este aconteceu algo insólito.
Na antevéspera de natal, eu com nove ou dez anos, ia viajar com minha mãe. Pegaríamos o ônibus para o Sul de Minas na antiga estação rodoviária de São Paulo, para tanto, fomos levados de carro até a estação de trem de onde seguiríamos para a rodoviária. Ninguém percebeu, mas o danado do Sherife seguiu o carro (um chevrolet 59) até a estação de trem e entrou na estação. Em vão tentamos afugentá-lo, quando o trem abriu as portas ele entrou, perdeu-se entre as pernas (e os chutes) dos passageiros e nunca mais o vimos. Sumiu nosso querido Sherife.
Aí veio a cadelinha Chulica, bonitinha e extremamente fértil; tanto que fui obrigado a doá-la. O tempo passou e um dia vi na vitrine de uma loja de animais a Chiquinha, uma fox paulistinha que "se não fosse cachorra eu poderia classificar de muito gata". Não fiquei com ela muito tempo não; hoje vive – se é que ainda vive – em uma chácara nas imediações de Viçosa/MG.