Foi em 1979, eu morava com os meus pais e um irmão no bairro do Paraíso, Rua Tupinambás, esquina com a Rua Vergueiro, num sobrado com um bom terraço, e tinha uma linda vista para a Vergueiro. Estavam fazendo o Metrô e as ruas estavam todas fechadas com vários tapumes enormes dificultando a passagem dos pedestres, era um problema para entrar em casa.
Certa noite de sábado, chegando da boemia, eu estava bem simpático (completamente alcoolizado). E meu pai e irmão estavam no terraço esperando por mim, já eram 4 horas da manhã. Eu vinha pela Rua Vergueiro, de repente eu não senti mais o chão, caí num buraco do Metrô. A minha sorte foi que o buraco estava bem limpo, não tinha ferro, não tinha nenhum entulho, tinha mais ou menos 1,80m de altura. O susto foi tão grande que passou a bebedeira.
O meu pai e irmão vieram me socorrer, mas eles davam tanta risada que não tinham forças para me tirar do buraco. A minha sorte foi que estavam passando dois rapazes e me ajudaram a sair do buraco. Eles queriam saber como eu tinha caído.
No domingo, na hora do almoço, eu fui falar com o mestre de obras (eles estavam trabalhando todos os dias), e contei o que tinha acontecido comigo, como eles deixavam um buraco enorme aberto. Ele me disse que todos os buracos estavam fechados com chapas de aço e alguém tirou a tampa do buraco.
O meu irmão contou para todos os meus amigos da boemia, eles tiraram o maior sarro da minha cara. Me apelidaram de o bebum do buraco.
Esta é mais uma das histórias da minha linda mocidade.
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