Nosso verdadeiro eu

"Custa tanto ser uma pessoa plena, <br>e poucos são aqueles<br>que têm a luz ou a coragem de pagar o preço…<br>É preciso abandonar por completo<br>a busca da segurança e correr<br>o risco de viver com os dois braços.<br><br>É preciso abraçar o mundo<br>como um amante.<br>É preciso aceitar a dor como condição da existência.<br>É preciso cortejar a dúvida e a escuridão <br>como preço do conhecimento.<br>É preciso ter uma vontade obstinada no conflito,<br>mas também uma capacidade<br>de aceitação total de cada consequência do viver e do morrer."<br><br>Morris L. West em "As Sandálias do Pescador".<br><br>"Preciso ser livre e capaz de relatar meus pensamentos, falar sobre meus julgamentos e valores, expor meus medos e frustrações, admitir meus fracassos e vergonhas, compartilhar minhas vitórias, antes que eu possa estar realmente certo daquilo que sou e daquilo que eu posso vir a ser. Preciso ser capaz de dizer quem sou para que eu mesmo possa saber quem sou. E preciso saber quem sou para que possa agir coerentemente, ou seja de acordo com o meu verdadeiro eu".<br><br>Esta é a recomendação de John Powell. <br><br>Quem sou eu? Sou produto do meio social, político, educativo, econômico de minha região. Convivi desde o início com pessoas que valorizavam muito o "ter" do que o "ser". Por isso, sempre optei por viver na máxima simplicidade. Devido à consequências "favoráveis", que me levaram a possuir bens materiais, agora luto com todas as forças para me desfazer delas, dos bens que possuo… Pois ainda restam alguns, para me libertar totalmente.<br><br>Vislumbro assim o dia em que não terei mais nada, nenhum apego, nenhuma vantagem, nenhuma posse nem de bens, nem de pessoas, apropriações, talvez a saúde um bem que precisamos para não atrapalhar a vida de ninguém. Tudo que precisamos fazer é entregar, dar, repassar, renunciar… Não é mais útil para mim, poderá servi a quem precisar deles… Só assim serei totalmente livre e encontrarei a paz que tanto almejo.<br><br>Estes textos de nada abrangem nossa cidade de São Paulo. Admito não ser texto apropriado para quem não busca a auto-estima, nem de que se ostenta, talvez servissem para aquelas poucas pessoas, que não querem segurança e que têm talvez a luz e um pouco de coragem daquelas referidas pelo Morris L. West, em as Sandálias do pescador.<br><br>É possível também ser útil a quem conhece a precariedade da existência humana, que se esvai no tempo, nos sobrando apenas o eu divino, o eu superior, não o eu humano e inferior.<br><br><br>E-mail do autor: [email protected]