Parque D. Pedro

Lá pelos idos de 1950, eu vinha de Santo André para trabalhar como entregador de medicamentos de um "laboratório" situado na Rua Wenceslau Brás, nas farmácias de São Paulo. Levava uma pasta quase sempre mais pesada do que eu podia carregar.

Ia a pé, de ônibus e na maioria das vezes de bonde. Na hora do almoço após saborear a gostosa "marmita esquentada na espiriteira a álcool", ia descansar no Parque D. Pedro. Era lindo com seu gramado, suas árvores e principalmente os chorões ao lado do rio Tamanduateí.

Hoje ao passar por ali, sinto saudade e pena ao mesmo tempo. Nada restou daquela beleza. É só cimento e ônibus.

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