Roberto Carlos – 50 anos de carreira

Roberto Carlos 1963. Logo que Silvio Santos deu início a seu programa dominical na televisão Paulista Canal 5, apareciam vários cantores abrilhantando as tardes de domingo do povo paulista. Num desses programas dos primórdios de Silvio Santos apareceu um rapaz de camisa xadrez meio avermelhada que foi chamado por Silvio Santos de Roberto Carlos, até então totalmente desconhecido do público.

Quando começou a cantar foi que se viu que ele era fã do cantor rural chamado de Bob Nelson que cantava músicas do repertório rural norte-americano. Dizendo nas canções "E, tiro leiriiiii”, que era muito tocado nos anos 1950. Pouco tempo depois esse Roberto Carlos, ainda desconhecido gravou músicas interessantes, como: “Lobo mau”, “Proibido fumar”, “O feio”. Em 1964 gravou “Calhambeque”, ai sim o cantor estourou no mercado fonográfico.

Logo a seguir com a proibição das transmissões esportivas pela televisão, a TV Record resolveu colocar na lacuna deixado pelo esporte um programa musical com jovens cantores pilotados por Roberto Carlos. O programa foi tão bem recebido pelos tele-espectadores que virou moda todos os domingos à tarde os receptores em sua maioria estarem ligados no programa.

Daí para frente Roberto Carlos passou a ser declarado o rei da juventude, mas sempre com aquela humildade gravando seus discos, todos eles mais vendidos. Sua gravadora CBS reformulou toda sua estrutura de gravadora. Seu programa que era sempre as tardes de domingo, também tinha programas especiais à noite no teatro Consolação. Com mais gente fora do que dentro o que atrapalhava a passagem dos bondes.

Um desses programas tinha o título de "Vamos aquecer as crianças nesse inverno" baseado numa música que tinha o título de “Quero que tudo vá para inferno”. O ingresso era deixar na entrada do teatro um cobertor, e não tinha mais lugar para colocar tantos cobertores. Para quem não tinha comprado durante o dia não faltava vendedor nas proximidades com cobertores ralos para satisfazer aqueles que queriam colaborar, pois para dentro não dava mais para entrar. Vários artistas amadores faziam seus shows na própria rua.

Outros grandes shows eram realizados, e o Teatro Consolação era o local preferido para todos, e já naquela época a TV Record tinha também alugado um cinema para fazer o Teatro Record na Rua Augusta. Depois que Roberto Carlos saiu da Record ele passou a ser propriedade da TV Globo e quem queria vê-lo teria que ir a seus shows. Pagando é claro um ingresso caro ou então esperar o fim do ano para ver na Globo o especial de natal com o Rei.

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