Mudei para o Jaçanã em 1961. Era tudo muito diferente. A Av. Guapira era bem estreita e a maioria dos imóveis eram residenciais. A Guapira e praticamente o bairro terminavam na esquina com a Luis Stamatis (naquele tempo era Av. Edu Chaves), no imenso portão do Asilo dos Invalidos D. Pedro II. Atrás do Asilo ficava o Ginásio Julio Pestana e mais além, depois da linha do trem e do antigo campo do Guapira (hoje Av. Antonio Cesar Neto) ficava o Hospítal São Luiz Gonzaga, antigo Hospital dos Leprosos. Íamos muito ao Cine Coliseu na av. Edú Chaves e ao Cine Aparecida na Av. Jaçanã. Em 1964 foi inaugurado o GEPEF que abrigou os alunos do ginásio. O Julio Pestana ficou só com o primário juntamente com o Grupo Escolar de Santa Terezinha. Do lado direito de quem desce a Guapira entrava-se pela R. Francisco Rodrigues onde havia 2 chácaras e um imenso terreno de onde se tirava argila para a Aremina (industria de tijolos refratarios). No final dessa rua ficava a Cinematografica Maristela que com tantos filmes bons alegrou gerações. Nessa época já estava abandonada. Tinha também os bailes do Guapira na av. Luis Stamatis (ainda está lá) onde a moçada se encontrava. A rivalidade dos alunos do Gepef, Santa Rita e Aparecida era grande no futsal. Quando jogavam, os colégios ficavam repletos de alunos das duas partes porque geralmente o pau quebrava. Isso sem contar com o Colégio Albino Cesar e o Cedom. O Gepef tinha uma seleção de Futsal que jogava aos sabados à tarde. Quem chegava tarde não conseguia entrar tamanha multidão. Em dois anos só perdeu um jogo, para o CPOR. Era um time maravilhoso que até hoje permanece na memória de quem viu. Para terminar não posso deixar de falar do famoso trem do Jaçanã, que virou o trem do Adoniram só por causa da rima. Ele nunca morou lá. Me lembro da ultima viagem. Ele passou por onde hoje é a Av. Abilio Pedro Ramos por volta das 18.00hs tocando insistentemente seu apito. Era a Maria Fumaça dando seu adeus.