As minhas lembranças remontam aos meus três anos na Vila Formosa, bairro no qual cheguei de carroça de tração animal (conduzida por um cavalo), com meu irmão e eu agarrados as pernas de meu pai com medo de cair. Minha mãe veio de ônibus.<br><br> A Vila Formosa era então um lugar remoto, um matagal com uma casinha aqui e outra ali, para desânimo de meu avô que dizia que nem em cem anos àquele lugar iria progredir. <br><br>Hoje vemos como o bairro cresceu, tornando-se um lugar repleto de prédios residenciais, escolas, shopping e comércio notável. Estudei no "Grupo Escolar Orville Derby", que posteriormente passou a chamar-se "Escola Estadual José Marques da Cruz". Fiz parte da primeira turma que inaugurou a escola e terminei o curso ginasial em 1960 na primeira turma de formandos.<br><br>Conheci e frequentei a Igreja do Sagrado Coração no "ponto final" do ônibus da Vila Formosa como era chamado o lugar na época e que era o local mais incrementado do bairro, com cinema, escola e comércio importante.<br><br>Eu morava na Rua Templários, onde na época, meu pai reuniu um grupo de amigos e juntos fundaram a Associação de Moradores de Vila Formosa: lá havia bailes e nos finais de semana eram exibidos filmes do Carlitos e de “cowboys”. <br><br>Essas lembranças nunca me deixaram, fazem parte de minha vida, apesar de eu ter saído da Vila Formosa em 1966 e estar morando no Rio de Janeiro desde 1969, sempre que posso vou a São Paulo rever os amigos e matar as saudades.<br><br><br>E-mail: [email protected]