Meu inesquecível Alfa Romeu – JK

É com muitas saudades que faço esse relato, acho que é muito mais que isso, é uma homenagem.

Foi entre 1978 e 1980 que tive um Alfa Romeu JK, que foi minha verdadeira jóia, meu verdadeiro tesouro. Era branco e lindo, quem o conheceu sabe que falo a verdade.

Nessa época estudava no Colégio MED, da Rua Augusta, do qual guardo enormes recordações. Tempo maravilhoso esse. Tenho muitas saudades dos amigos da época, os irmãos Matida, Roberto Carlos e Massau, do mineiro Dinorvan e da namoradinha Sílvia, que andou muito comigo de volta pra casa no JK, e que, às vezes, me fazia passar vergonha, por me deixar "na mão" e na rua, né.

Seu maior problema eram os freios, que, em algumas circunstâncias, me pregavam sustos homéricos. Pois foi numa dessas "faltas" de freio que aconteceu o pior. vinha pelo elevado Costa e Silva, o famoso "Minhocão", quando numa curva, mais ou menos sobre a Praça Marechal Deodoro, me deparei com o trânsito todo parado, que vim a saber, depois, que era por causa de um carro com defeito. Resultado, pisei no freio uma, duas, três vezes e nada, só me lembro de colocar os pés no painel, fechar os olhos e esperar o inevitável. Foi um acidente horrível. Bati num Landau, que por sua vez bateu em mais três carros na sequência, dado a força do impacto. Minhas portas não abriam mais, devido ao estado que ficou o carro. A fumaça tomou conta do interior do JK e eu fiquei apavorado, quando chegaram pessoas querendo ajudar, mas as portas não abriam mesmo. Foi quando vi que o parabrisas estava se soltando por causa do impacto, e daí o empurrei com os dois pés e ele se soltou e, finalmente, pude sair. Havia umas senhoras no Landau que saíram com dores no pescoço, devido à colisão de traseira, e só não me chamaram de santo, pois falaram muitos palavrões pra mim. Acho que também estava merecendo naquela hora.

Pois é, assim termina essa história de amor ao meu inesquecível JK, que, afinal das contas, foi parar no ferro velho, devido ao seu estado. Até hoje fico muito triste quando conto essa história, que graças a Deus ninguém saiu muito machucado, mas que me machuca o coração… Saudades…

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