Passeando em um domingo pelo centro de nossa cidade, com tempo para admirar aquelas construções antigas reparei que o prédio da Light se transformou em um shopping e o antigo Mappin agora é uma loja das Casas Bahia… Quanta recordação. Daqueles idos tempos em que se tomava chá no Mappin e se andava em um elevador com o ascensorista gritando:
– “Primeiro andar – móveis. Segundo andar – roupa infantil”.
As mulheres, elegantemente vestidas e os homens também. Era fantástico ir para a "cidade" de bonde ou ônibus e comer o bauru das Lojas Americanas, o sundae das Lojas Brasileiras e descer as escadas de um túnel em frente à Light onde ficava exposição de trenzinhos em seus trilhos fazendo a alegria da garotada.
Do outro lado, atrás do Teatro Municipal ficavam os cinemas, tudo muito alinhado com o tempo, esse senhor que muitas vezes transforma a vida e os costumes deteriorados, ultrapassados. Mais adiante a Praça da República, Conselheiro Crispiniano e a Sete de Abril, onde ficava nosso querido Diários Associados. Lá também, nesse coração de São Paulo, educação, elegância e polidez eram comuns entre as pessoas.
Do outro lado do Viaduto do Chá ficava a agência de ônibus que nos levava para Santos, chamava-se Praça Clóvis Bevilacqua. Quando chegou o metrô ela sumiu para sempre, mas não da nossa mente.
Passar pelo Pátio do Colégio é outra boa sensação, olhar em volta e pensar que tudo começou ali, transformando nossa cidade da maior da América do Sul, acolhedora e fantástica. Só acho que deveria ser mais amada e cuidada pelo povo e pelas autoridades.
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