La lontananza, música italiana

La lontananza (a distância) que canta Domenico Modugno, música composta por Modugno e Bonacurtti (1970), site L'Itale in Brasile, num desempenho maravilhoso da música italiana, puro sentimento.

Serve a canção para nos recordar dos belos momentos de nostra vida, sentimento penso de almas muito sensíveis que dificilmente irão se apagar de nossos inconscientes.

Defino deste modo estas interpretações e delas me levam ao saudoso apresentador Hélio Ribeiro, cuja vida cortada abruptamente e precocemente deixa-nos um vácuo, vazio.

Esta característica fazia com que Hélio nos fizesse apreciar a boa música, quando, ao nos transmitir, traduzia-as nos colocando no clima dessas ricas composições, acrescidas do talento da voz do intérprete.

Músicas com sonoridades incríveis. Domenico, voz italiana de alta expressão e sensibilidade, como também o de outros, como o inesquecível Frank Sinatra, faziam crescer a audiência do programa: o poder da mensagem. Só vibração, encanto e emoção.

Claro, há outros intérpretes da boa música: Liza Minelli, Luciano Pavarotti, Rita Pavone e outros.

Nem sempre se está com alma assim sensível; mas por meio dela e neste momento permito-me recordar tudo o que de bom já colhemos em nossa jornada e também dos instantes do convívio experimentado junto aos nossos irmãos paulistanos durante este tempo em que a música foi lançada.

Dois trechos dela: La lontananza sai che è come il vento che fa dimenticare chi non s'ama.
È già passato un anno ed è un incendio
che mi brucia l'anima.
A distância sabe que é como o vento
que faz esquecer quem não se ama.
Já passou um ano e é um incêndio
que me queima a alma.

Io che credevo d' essere il più forte
mi sono illuso di dimenticare
e invece sono qui a ricordare,
a ricordare te.
Eu que acreditava de ser o mais forte
me iludi de esquecer
ao contrário estou aqui a relembrar,
a relembrar você.

Pena que o tempo corre célere. Penso que se consegui transmitir o entusiasmo de um tempo que passou, e se recordarmos esse efeito cândido e puro dessas poucas palavras, já me considerarei abençoado. Faço em nome da boa música e da colônia italiana, maior universalidade em todos os tempos, não é possível.

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