Itaquera e a Festa do Pêssego

Itaquera é um bairro que fica a 25 quilômetros da praça da Sé. Ir hoje para Itaquera não é bicho de sete cabeça. Mas há anos atrás, era coisa parecida como ir para o interior, dado as dificuldades de transportes e de caminhos até chegar lá. Itaquera era há 50 anos atrás a terra do pêssego. Todo ano tinha lá a festa dessa gostosa fruta. Os cultivadores de pessegueiros estendem-se por diversas partes do estado. Em Itaquera havia 150 pomicultores com plantações de trinta mil pés de pessegueiros. Quantidade também atingida por Mogi das Cruzes. Segue-se depois com menor parcela Guararema, Suzano, Cotia, São Bernardo, São Roque, Campinas e Jundiaí, elevando-se a 90 mil, os pés de pessegueiros em produção, no estado de São Paulo. Tendo sempre à frente a colônia Japonesa, que com muita paciência, faz uma boa manutenção. Com isso a caixa da fruta custava em 1950, Cr$ 2,80 e, em 1951, já estava custando 4.00, cifra igual ao custo da confecção. O pêssego exige cuidado especial de cultura, com os frutos na árvore protegidos por saco de papel, para evitar que moscas de frutas venham a atacar e também requer podas especiais, adubação, colheita a mão, classificação para o mercado, tipo de embalagem cuidadosa, não podem ser posta a venda por preço mais acessível.
Em 1951 as autoridades representativas desse evento convidavam não só a população do estado, mas de todo Brasil pelos jornais e emissoras de rádio para sua grande festa anual. Lá estariam o governador do estado de São Paulo, Lucas Nogueira Garcez, e outras altas autoridades. Seria também coroada a rainha e as princesas da festa. Para facilitar a chegada ao local os jornais publicavam o itinerário para os interessados em comparecer na festa.
Praça Clóvis Bevilaqua, Avenida Rangel Pestana, Avenida Celso Garcia, nesta torna-se à direita, para pegar a avenida Antonio de Barros, onde é feita a travessia da passagem de nível da estação de ferro Central do Brasil. Segue–se depois em continuação sempre para a estrada de Vila carrão, em alcance a estrada de Itaquera. Passada a ponte, entra-se à direita para uma estrada marginal, (que é hoje a Jacu-pessego) seguida logo depois de novo desvio, desta vez para a esquerda em direção a colônia.
A ponte e o trecho final da estrada foram objetos de cuidado da prefeitura de São Paulo,que com o maquinário apropriado colocou tudo em boas condições já que é de terra batida. Quem não for de automóvel, os meios de comunicação para Itaquera são os seguintes: trens de subúrbio da Central do Brasil até Itaquera (estação) onde para atingir a colônia japonesa, se toma ônibus especiais da empresa Vila Carrão a cinco cruzeiros a passagem, partindo de cinco em cinco minutos do fim da antiga ladeira do Carmo (hoje a Avenida Rangel Pestana) esquina do Parque Dom Pedro II, perto do local de onde saem os ônibus para Santos.