Caminhando pela impermebilizada várzea dos Couto de<br>Magalhães – Na mente as chácaras com árvores frutíferas, verduras e flores.<br>Hoje abrigando multinacionais, um fervoroso comércio, inúmeros profissionais liberais, renomados artistas plásticos e escritores, premiados autores de textos teatrais, importantes pessoas do rádio, conhecidos da TV, dinâmicos jornalistas, eminentes juristas.<br>Porém, teimosamente mantendo algumas famílias. São residentes antigos, os estranhos dos áureos tempos. Dos balões, das fogueiras, dos times de futebol e dos romeiros de Pirapora.<br>Na verdade somos todos iguais. Braços dados ou não. Estamos na rua do Porto, na da Ponte, Heloisa e Antonieta. Percorremos a Tapera, quebramos pela Urussuí – Chegamos na Tabapuã, depois vamos até a do Vento – Podemos passear pela rua 17, atravessar a do Meio – Namorar na Norma, na Iaia e ir na Amélia – Descer pela agora extendida Pequena.<br>Reconhecer toda a Bibi e a Renato, do Paes de Barros -Procurar a não tão avenida porém chamada Imperial, aonde tem-se o César do Horácio Lafer.<br>Caminhando recordei, recordei. Cantei baixinho, segui passando por velhas e novas escolas, ruas e avenidas – Enormes construções, selva de pedra, barzinhos, bingos.<br>Indeciso marchei por sem campos e plantações. Sem praça pública, poucas árvores.<br>Mas quem sabe faz a hora, não espera acontecer!<br>Procurei uma ruela, achei, entrei. Vi uma mesa, duas cadeiras de ferro.<br>Peguei o lápis, um pedaço de papel e sentei. Avistei no outro extremo da ruela a Estrada para Santo Amaro – Carros, ônibus, semáforos e uma universidade.<br>Agora estava calmo, parado. Era uma despercebida passagem, uma travessa.<br>É mesmo, lá na continuação da João Cachoeira. Bem depois do córrego do Sapateiro.<br>Nas laterais grandes vasos, plantas e flores. Aconchegante bistrô, o pequeno espaço.<br>Pois é, ainda fazem da flor seu mais forte refrão. E acreditam nas flores vencendo canhão.<br>Pedi um vinho qualquer. Tomei num só golpe.<br>Na mente meus amores, no chão as flores, na mão uma história – A certeza que estava aprendendo, dizendo uma nova lição.<br>Não, eu não estava perdido. Me achei novamente.<br>Levantei, observei, andei.<br>Caminhei, caminhei. Cantei, cantei e segui a canção.<br>Parei, aviste e entrei.<br>Um belo jardim interno. Dentro de um estacionamento – um mega hiper armazém.<br>Piso impecável, bancos para sentar, lixeiras e belas plantas floridas.<br>Sentei, descansei. Levantei, caminhei, dobrei à esquerda. Fui até o fim, vi luzes, um teatro.<br>Seria da Record de 66 ou da Canção de 1968?<br>Disparei, vem…, vamos logo Fabiana. Esperar não é saber.<br>Ouvi, aplaudi,…enloqueci. Salve Pedrosa de Araújo Dias. O Vandré do Geraldo.<br><br># 3º Passeio pelas ruas do Itahym – Os Caminhantes Sábado, 20 de Janeiro de 2007/ 09:00 h. Encontro: Anajás com av. Brig. Luis Antônio Dispersão: João Cachoeira com a rua do Porto Início: em frente ao Supermercado Peg Pág Término: na esquina do Depósito do Mappin<br><br>ou atualmente:<br>(*) 3º Passeio pelas ruas do Itaim Bibi – Os Caminhantes – Sábado, 20 de Janeiro de 2007/ 09:00 h. Encontro: av. São Gabriel com a av. Brig. Luis Antônio – Dispersão: rua João Cachoeira com a rua Leopoldo Couto de Magalhães Jr.- Início: em frente ao Supermercado Pão de Açúcar – Término: no Jardim Interno do Hipermercado EXTRA Itaim<br><br>e-mail do autor: [email protected]