Na década de 70 vivi minha infância e melhores anos de minha vida patrocinados, evidentemente, pela Família Fiori, no Bixiga; inicialmente na Rua Santo Antonio, passando para Rua Treze de Maio, em frente à Igreja Acheropitta e, posteriormente, já com 5 anos, à Rua Manuel Dutra. Nessa ocasião minha mãe casou-se e nos mudamos para o interior, onde permaneço e exerço minha profissão na advocacia, embora não deixe de frequentar meu bairro do coração.
Apesar de só me restar a presença da madrinha, que ainda reside no Bixiga, especificamente, à Rua Major Diogo, cada vez que adentro meio bairro, seja para visitar a Igreja Acheropitta, seja para degustar um bom vinho no Roperto ou seja para apreciar o aconchego da Família Mancini, sinto como se estivesse retornando à minha origem e renovando minha alma com a luz das lembranças ali existentes, que o tempo jamais apagará.
Fico profundamente magoada e impotente diante dos casarões antigos, sendo desmoronados pelo tempo, como se junto a eles estivessem desmoronando nossas histórias, nossas lembranças, nossas almas e nossos corações. Destarte, agradeço a todos que comigo conviveram no Bixiga e aproveito o momento, em apelo, para implorar aos representantes do Município de SAO PAULO, que não deixem nossas histórias desmoronarem.
Por Favor, cuidem do BIXIGA!!!