Levantávamos cedo e íamos nadar no poção, na esquina da Av. Indianópolis com a Ibirapuera, ao lado do Clube Monte Líbano. A água que vazava do encanamento que ia para Santo Amaro era limpinha. O nosso trampolim era a linha do bonde que passava por ali. Naquele tempo, final dos anos 50 e inicio dos 60, a maioria das ruas do bairro eram de terra e havia um único prédio, na Av. Inhambú. Na esquina da Av. Pavão com a Canário, hoje tem um Posto de Gasolina lá, havia uma pequena industria familiar de condimentos (família Hirata), ali era o nosso ponto de encontro e onde à noite contávamos histórias de assombração. Nosso campinho era na R. Canário. Lá aconteciam os clássicos contra os meninos da R. Gaivota. Nossas aventuras eram no córrego da Traição, havia muito verde, eucaliptos imensos, quase uma zona rural. Nesse trajeto morava o saudoso palhaço Arrelia que muitas vezes vimos numa saleta repleta de troféus. No domingo íamos à matinê do Cine Joá. Hoje me pergunto onde andarão os meninos daquele tempo? O Helio Py, O Paulinho, O Gi e tantos outros que conheci na minha infância. Saudade.