Eu cresci na Vila Pompéia

Hoje com 62 anos de idade, sinto saudades dos anos 50, pois cresci na Vila Pompeia, na Rua Raul Pompeia. Hoje olho com saudades e tristeza ao mesmo tempo, da minha Vila Pompeia.<br><br>A casa onde cresci esta lá firme e forte. Até quando não sei… Os prédios tomaram conta das ruas, onde ao entardecer as famílias se reuniam nas calçadas para conversar e nós crianças brincávamos, sem violência. Era muito bom.<br><br>O hospital São Camilo na Avenida Pompeia… O conservatório da Dona Cecília, que ainda é preservado pelos familiares.<br><br>Ao lado, a igreja Nossa Senhora do Rosário, onde fiz minha primeira comunhão.<br><br>Na Rua Afonso Bovero, onde hoje existe uma agência do banco Bradesco, na esquina da Rua Cotoxó, havia o Colégio Tiradentes, onde estudei.<br><br>Descendo a Avenida Pompeia, onde hoje é o Sesc, havia uma fabrica de geladeiras, as Indústrias Pereira Lopes, que produziam a geladeira Gelomatic. Meu irmão e metade da Vila Pompeia trabalhavam lá.<br><br>Na mesma rua onde morávamos havia a White Martins e seus tanques de oxigênios… Certa vez um dos tanques estourou e levamos o maior susto… Foi a conversa de muitos dias. Hoje no local está a faculdade São Camilo.<br><br>Lembro-me da Rua Venâncio Aires. Ainda hoje quando chove fica toda inunda. Ainda não conseguiram resolver, mas faz parte da historia.<br><br>Cresci na velha Vila Pompeia e estou envelhecendo na nova. <br>