Nos anos 70 eu era apenas um Office boy com poucos recursos e a Condessa,
proprietária da “Nostro Mondo”, me deixava entrar sem pagar. Nos anos 80 eu já
podia pagar a entrada e, ainda assim, quando ela me encontrava na entrada indo
para o guichê perguntava com aquele jeito meigo que lhe era peculiar:
– "Quer entrar?".
Éramos seis amigos ingênuos e felizes, nos divertíamos muito nas noites de sábado e nas matinês de domingo que tinham no palco a Condessa -um ser humano impar -, Makiba, Walquiria e no som (nos anos 70) uma menina que não consigo lembrar o nome. Nos anos 80 vieram Alidge e depois o Zeca.
Hoje, minhas tardes de domingo são aproveitadas na praia, fazendo a minha corrida para manter a forma e a saúde. Sinto saudades daqueles momentos que jamais voltarão.
Quem não viveu aquele glamour jamais sentirá a emoção que sinto ao me lembrar desse período. Éramos todos felizes sem a necessidade de tomar outra coisa que não fosse apenas a batida de wodka com limão preparada pelo barman Benê.
Quantas saudades meu Deus!
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