Dodô, da Liberdade – Uma homenagem

Dodô conviveu com várias gerações do bairro da Liberdade, inclusive a minha nos anos 80.

Quem frequentou os bailinhos do Gerason Sansey, do ACEN (Associação Cultural Esportiva Nikkey), na São Joaquim, no Okinawa Tomás de Lima, na Casa de Portugal, os Karaokês Paradise, Kiyodai, Furosato e Nodojimans (Festivais de música Nipo), Undokais (Gincanas) e festas da colônia, os carnavais no CAI (Clube Atlético Ipiranga), o choperia Clipp, na Galvão Bueno, em frente ao Bunka (Associação Japonesa), e Terraço do Chopp, na Avenida Liberdade; ou paquerou aos domingos na feirinha da Praça da Liberdade, com certeza cruzou ou conviveu com ele.

Era uma figura cativante e popularíssima: mulato mais para pardo, forte, troncudo, bem-humorado. Fazia amizade com todo mundo. No fundo Dodô era um japa enrustido. Assimilara como ninguém a cultura oriental e até mandava bem na língua dos samurais.

Seu nome, porém, era anglo-saxão: Douglas Widerman. Uma vez ele me explicou o porquê desse nome, já que não tinha nenhuma descendência americana ou britânica.

"Meu pai, um ex-boxeador, viajava para uma luta no sul do país, de avião. Durante o voo ficou muito amigo do piloto, um americano que tinha esse nome. Quando eu nasci, ele quis prestar-lhe uma homenagem".

Deixou-nos cedo o Dodô. Ficaram as saudades dele e dos velhos tempos. Fica aqui minha homenagem.

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