Eu morava no prédio do Cine Valparaiso, além do cinema a rua contava com o carnaval, que era a grande alegria dos foliões, havia um colégio que tinha o nome Ramos de Azevedo, eu estudei ali, três andares do prédio pertenciam à escola. Tinha também uma ótica e o proprietário era o senhor Julio, muito amigo da nossa família.<br><br>Do outro lado da rua havia uma escola de datilografia e o proprietário era o Amilton, excelente pessoa. Fiz um curso ali também…<br><br>Em frente a o Valparaiso tinha um triângulo que parecia uma pracinha mais era uma ilha para dividir o tráfego da Avenida Tucuruvi e da Rua Domingos Calheiros, meu pai plantou ali três árvores e a prefeitura levou a fama…<br><br>Tinha ali também a padaria Adamastor, bem em frente a minha janela. Eu morava no número 268, tinha também o bar do “Moita” que ficava aberto quase 24h. Havia ainda um ponto de taxi, me lembro de um taxista que se chamava Boca, e eu tinha um papagaio que chamava o Boca o dia todo…<br><br>O Cine Valparaiso tinha uma chácara na qual brincávamos quando éramos crianças (eu, o Glauco e o Donei, os filhos do dono, o doutor Ildo), íamos lá comer frutas, o local tinha muito pés de jabuticaba.<br><br>Meu pai era sindico, era bom porque não pagava a entrada do cinema nem do carnaval… Meu pai ainda trabalhava no carnaval, no bar vendendo bebidas e refrigerantes.<br><br>Em cima da padaria tinham vários comércios, alfaiataria e o consultório medico do Doutor Globerman.<br><br>Tinha ainda um posto de gasolina, que posteriormente foi transformado em uma loja de calçados.<br><br>Tinha o açougue dos sócios Martinho e o Antonio, tinha um barzinho perto da loja Prelude da Avenida Tucuruvi, onde os portugueses faziam um lanche de pernil que era realmente o melhor. Mas agora tudo é lembrança.<br><br><br>E-mail: [email protected]