Chovia a cântaros aqui na capital paulista. O ano certo, a memória não diz. Sei que era final da década de 50. Menino ainda, via o mundo com os olhos inocentes de uma criança que tudo sonha e com a certeza que um dia o sonho realidade tornar-se-ia. O que sonha? O que pode sonhar um menino que tudo tem? Pais, irmão, amor e conforto material. <br><br>O futebol era a nossa paixão, com chuva ou não, jogávamos bola no campinho do outrora Clube Indiano quase todos os dias. Que aqui na antiga Rua Pai-Pirá e hoje Andréia Paulinetti, no Brooklin, existia. A turma corinthiana, a maioria, e alguns palmeirenses e são-paulinos, mas o Clube dos Mosqueteiros como na época era chamado o Corinthians, era a nossa paixão e que perdura até hoje.<br> <br>O grande ídolo era o Luizinho, o Pequeno Polegar que com seus dribles e futebol alegre e vistoso, a todos nós encantava… Mas o sonho encontrou uma realidade. Seu nome; Falta de talento… O tempo passou, o sonho exauriu-se, mas a alegria não. Tínhamos dois amigos, irmãos, que eram os virtuosos da bola e neles nos espelhávamos. Mas…<br> <br>O sonho transferiu-se para o irmão menor destes amigos, que ele realizou sem saber e que por ironia era de uma família toda de palmeirenses. No Corinthians, se consagrou e foi um dos maiores craques do futebol. Eu o considero, depois do Rei, o maior jogador de futebol brasileiro de todos os tempos, seu nome; Roberto Rivellino.<br> <br><br>E-mail do autor: [email protected]