Canindé que saudades

Tudo começa com as festas juninas da Portuguesa de Desportos, as queimas de fogos nos dias de São João, Santo Antonio e São Pedro, sem contar às barracas que ficavam nos arredores, ao lado das lagoas, vendendo guloseimas da época e bebidas quentes.

Lembro-me de algumas pessoas que tinham barracas nas festas como as famílias do Jacaré e do Roberto Dorta. Aos sábados acontecia um baile na Estrela do Pari, onde se reunia a moçada: Gabinha, Gatão, João “Beija Mão”, Maurinho, Landeta, Irineu, Can-Can.

No meio da semana gostávamos de jogar bilhar no bar do Delfim, o português que fazia lanches tipo “bauru” e mortadela na chapa. No fim da tarde ficávamos esperando o bonde para ver as meninas chegando.

Também tinha a fabrica de doces “Neusa” ao lado do campo do Serra Morena. As pessoas dessa época lembram-se de que a oficina e a garagem dos bondes ficavam ali
na Rua Araguaia. Nunca esquecendo, é claro, da padaria Pardal.

Termino dizendo que saudade é bom para recordar.

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