Olá amigos.
Morei no Campo Belo dos dois anos até casar. Minha mãe mora até hoje na mesma casa, na antiga Rua Dom Bosco – atual Anseriz, na casa que comprou de uma tal Priscila. Essa rua, que já era chamada de “vilinha", era calçada por paralelepípedos e cortava ao meio o quarteirão formado pelas ruas República do Iraque (antiga Barão de Ladario), Edson, Zacarias de Goes e João de Souza Dias (antiga Rua Piracicaba). Para quem, lembra, era a rua de entrada da Escola Leonina dos Santos Fortes, onde há mais de 15 anos funciona uma unidade da PM. Até meus sete anos esse era o quadrilátero onde eu podia andar sozinho para brincar.
Lembro-me daquele bairro que não tinha prédios e da Escola Parque Colonial onde eu e meus irmãos, Fabiano e Claudio, estudamos. Tínhamos muitos amigos, como os irmãos Daniel e Ivan Chacur, Rodrigo e Fernando Bandeira de Carvalho.
Na esquina da Barão de Ladario (República do Iraque) com Piracicaba (João de Souza Dias) funcionava a padaria mais próxima. Tinha outro nome até o início dos anos 80, mas desde então é Fiorina. Eu era bem pequeno mas lembro-me do Fritz…
Na esquina oposta tinha a vendinha de um português, o "Seu Álvaro". E ao lado dela uma farmácia, de um senhor que jocosamente chamávamos de "Seu Mastiguinhas" porque ele ficava mordendo os lábios. E entre as duas (na Piracicaba), um açougue que minha mãe detestava porque teve um período em que o dono era um malandro que roubava no peso (depois mudou de dono).
Quantas idas a bicicletaria do Amadeo, a confeitaria Cristina e, inesquecível, a lanchonete Banza, onde o Elidio preparava o Beirute "747", um legítimo "x-tudo" dos beirutes.
Saudades daquela época, das boas lembranças que tenho. Hoje moro em Brasília, mas minha mãe ainda mora na mesma casa (que está à venda).