Depois daquele primeiro dia no cinema e do primeiro "assédio" interpelado, o namoro transcorreu tranquilamente. Se não íamos ao cinema, ficávamos em casa mesmo vendo televisão, ou íamos à casa de amigos em comum, ou eu passava a tarde na casa dele, ou programávamos passeios diferentes como já narrei aqui: zoológico, circo, Playcenter, Ibirapuera.<br><br>Em uma dessas idas ao Playcenter ele insistiu que eu fosse na montanha russa! Falei que tinha medo de altura e que não sabia se iria desmaiar naquele brinquedo. Ele tentou me acalmar dizendo que ele estaria lá comigo para me segurar e que eu poderia me agarrar a ele a qualquer tempo!<br><br>Completamente apaixonada e me sentindo segura, fui. Começa a "decolagem"… Olho para os lados e vejo o chão se distanciando… Vem o friozinho na barriga e, não precisei esperar muito para me agarrar ao braço dele.<br><br>Primeira "curva descendente”… Fechei os olhos e fiquei espremida em seu braço… Parecia que minha alma ia ficar lá por cima e somente meu corpo cairia e assim foi durante todo o percurso.<br><br>Quando finalmente o "trem" parou e abri os olhos, ele me olhava até com ar de riso. Mas, não fiquei chateada, pois, ainda estava viva e não houve nenhuma “intercorrência” no meio do caminho.<br><br>Quando levantei e tentei sair, meu “labirinto” não quis obedecer. Tive que sair escorada por ele. Olhava em volta e não sabia para que lado ir ou onde exatamente eu estava.<br><br>Ele percebeu então que aquele não era um brinquedo para mim, jurou que nunca mais ia fazer aquilo (me pedir para fazer qualquer coisa que eu não gostasse), pediu desculpas, me abraçou. Entramos em um acordo. Quando eu dissesse não era não.<br><br>Outro brinquedo que a gente curtia muito era a centopeia, um carrinho que girava com velocidade tal que, por conta da força centrífuga, empurrava os que estavam do lado de dentro para fora, literalmente espremendo estes últimos, que saíam "descadeirados".<br><br>Outra vez fomos para a pista de Kart – eu ainda não tinha sequer habilitação, mas, disseram que não era o problema e que era fácil de pilotar. Mostraram o freio, o acelerador, curva para direita: faz assim, para esquerda faz assado. Todos apostos, capacetes colocados, cinto de segurança no lugar devido e lá vem os coordenadores, dão o arranque nos motores e lá vamos nós…<br><br>Achei tão fácil e tão "maneiro" que até parecia que eu tinha nascido dentro de um carrinho de Kart. Consegui dar uma volta tão rápida que acabei ultrapassando meu namorado… Foi minha revanche da montanha russa! Nesta "volta mais rápida" ele me perdeu de vista e ficou me procurando achando que tivesse acontecido alguma coisa comigo. Me diverti bastante! Ele ainda me chamou de "pé-de-chumbo".<br><br>Como ele me fazia sentir bem… Dávamos muitas risadas juntos e o carinho que tínhamos um pelo outro parecia conto de fadas!<br><br>Novas aventuras no próximo capítulo…<br><br><br>E-mail: [email protected]