A aposta

Carro maluco, cantando pneus,  parada rápida, soltava até fumaça, não podia ser gente amiga.  Doido, afoito, fazendo barulho, deu um susto, sei lá quem.

De repente, aparece do outro lado do muro,  se compadece  e pergunta se está tudo bem.

Expliquei que ali no meu portão parou um carro, motorista louco, saiu disparado feito foguete.

A seguir, aposta na resposta,  quem passou era um bem.

Insistiu ser conhecido. Contestei, não aceitei, só podia ser coisa de desconhecido  que não quer bem.  Pediu-me breve tempo. Esperei-o no jardim. Quando surpresa o vi dirigindo o mesmo carro,  do irmão emprestado.

Era o tal maluco. Perdi a aposta, a resposta e as entradas do cinema da Augusta também.