"Moramos no 51 do lado de dentro", com essa máxima minha mãe resumia que não tínhamos que comentar a vida alheia. Será que alguém ainda se intromete na vida dos outros nesta tão agitada São Paulo? Nos anos dourados tínhamos que dar satisfação para a família, pro vizinho, pro açougueiro, pro padeiro e até mesmo pro carteiro. Éramos vigiados. Era pura adrenalina! Hoje é pior, porque deixamos de conhecer o vizinho, o açougueiro, o padeiro e até mesmo o carteiro, ninguém se importa. Precisamos buscar a adrenalina fora. Que pena.
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