Feliz daquele que se lembra das professoras!
Estudei no "Grupo Escolar Clóvis Beviláqua", na Vila Pompéia. Lembro-me, como se hoje fosse, das quatro professoras do primário. Posso dizer que nesse período elas sedimentaram nossa educação, no amplo sentido da palavra.
Dona Déia no primeiro ano; Dona Terezinha no segundo ano; Dona Carmen no terceiro ano e Dona Iolanda Macruz no quarto ano. Verdadeiros anjos que foram muito além do “Bêabá”.
Complementaram a educação dada por nossos pais. Corrigiam-nos, às vezes com severidade. Aprendemos a respeitá-las, e dar a elas a devida importância.
Dava gosto de adentrar a escola, sempre bem cuidada, com consultório dentário bem montado e dentistas em dois períodos, todos os dias, sempre nos ensinando higiene pessoal e cuidados com a saúde.
Tudo funcionava! Serviam-nos diariamente uma boa merenda. Tínhamos aulas de educação física, com um bom futebol de salão…
E ai pergunto, o que mudou? Onde e em que tempo a coisa toda descambou, e por quê? Não sei responder, nem dizer se os professores naquela época eram bem remunerados ou não. Todavia, eram respeitados e admirados por todos.
Não conheço nenhum aluno que estudou nessa época, que teve algum trauma ou qualquer distúrbio em função dessa "rigidez" disciplinar. Lamentavelmente, vivemos hoje um verdadeiro caos.
Temos pais que não educam, simplesmente transferiram essa responsabilidade à escola, ou seja, aos professores. Esses não têm o apoio que seus pares tinham, inclusive, e principalmente, dos pais.
Hoje estão totalmente desprotegidos, despreparados e desrespeitados. São agredidos física e moralmente pelos alunos, pelos pais e por toda comunidade. O desrespeito impera em todos os sentidos.
Só nos resta lamentar…