São Paulo respirava futebol desde os primórdios dos anos 1900. Antes dos grandes clubes que temos hoje, tinha o Paulistano, o Floresta, a Associação Atlética Palmeiras, a São Paulo Raiwail, etc. Mais tarde foi surgindo os grandes clubes que estão ai hoje. O Corinthians nasceu em 1910, Palmeiras em 1914, a Portuguesa de Desportos nos anos 20, e o São Paulo FC em 1931, justamente quando o Paulistano deixou de existir. O grande estádio até então era o velho Parque Antártica, construído num terreno ofertado pelo industrial Francisco Matarazzo bem em frente as suas industrias IRFM, naquela via, que mais tarde levaria seu nome. Outro estádio era o do Corinthians, o Parque São Jorge, apelidado de a "Fazendinha". Mas era um estádio acanhado. O Canindé campo do São Paulo F.C, era quando muito, um campo de treinos. Foi quando o prefeito Francisco Prestes Maia (1938-1945) achou por bem, construir um estádio para a cidade de São Paulo. Depois de uma boa pesquisa achou-se o local ideal para a construção do estádio. O vale do Pacaembu. O local já dava a dimensão exata para a construção do estádio. Era um vale com dois morros em cada lado, que serviram para a construção das arquibancadas. Ali foram feitos os degraus na própria terra para depois cimentá-los. A arquitetura de concreto armado foi feito onde fica a curva dos portões monumentais, unindo os dois morros. Já nos fundos não foi fechado o anel. Ali foi construído uma concha acústica, para o caso de uso, para fins de musica e eventos culturais. Os adversários políticos do prefeito achavam um exagero construir um estádio daquele tamanho. Quando Prestes Maia ouvia tais exclamações. "Porque um estádio tão grande"? Ele dizia: – Vocês verão, que daqui a alguns anos, que ele será pequeno. Dito e feito. No inicio dos anos 60, o estádio do Pacaembu, era uma caixa de fósforos. No espaço de menos de dois anos, o estádio estava pronto.
Sua inauguração se deu no dia 26 de Abril de 1940. Neste dia o jogo inaugural foi Palestra Itália (Palmeiras) x Coritiba do Paraná. O Palestra venceu por 6 x 2, e o primeiro gol do estádio foi marcado por um jogador do Coritiba, o Zequinha.
No inicio dos anos 50, o futebol fervilhava na cidade de São Paulo. O jogo que monopolizava a cidade, entre duas grandes torcidas era Corinthians x Palmeiras. Uma rivalidade de causar um forte burburinho logo na segunda feira, sete dias antes da realização do jogo. Os Corinthianos tinha um espinho entalado na garganta. Era um, 8 x 0 quando o Palmeiras ainda Palestra Itália, tinha dado no Corinthians em 1933. Vingar aquela goleada era a ordem na "Fazendinha". E foi num domingo ensolarado de 18 de fevereiro de 1953, valido pelo campeonato paulista de 1952, que o Corinthians lavou a alma. Por incrível que pareça era o Palmeiras quem mandava no jogo. Deixava os corinthianos aparvalhados com as jogadas em volta do gol de Gilmar. Quando não era o goleiro que pegava, a bola batia na trave, ou passava raspando o gol mas não entrava. Eis que de repente deu a louca no Corinthians. Em poucos minutos o alvi negro, do parque São Jorge, já estava ganhando de 3 x 0. O Palmeiras reagiu e marcou dois gols. Mas o Corinthians marcou mais um, terminando o primeiro tempo 4 x 2.
No segundo tempo o corinthians marcou mais dois gols. Quando todo mundo pensava que a goleada fosse com esse placar, o Palmeiras marcou mais dois gols terminando o jogo 6 x 4. Naquele mesmo campeonato a Portuguesa de Desportos, tinha goleado o Corinthians por 7 x 3. Já em 1955 a mesma Portuguesa dava uma surra no Santos de 8 x 0. Três anos mais tarde, o estádio do Pacaembu recebia outra enxurrada de gols, Santos 7 x Palmeiras 6, no dia 6 de março de 1958. Esse foi o maior numero de gols que o estádio recebeu num só jogo. E em 1964, mais onze gols, balançaram as redes do estádio. Santos 7 x Corinthians 4.