São Paulo, da ciranda e lampião

Costumo cantar, algumas vezes, uma canção que aprendi no grupo de Canto Orfeônico do Grupo Escolar Rodrigues Alves, onde estudei. Apesar de, na época, ser quase final dos anos 60 a música falava de uma São Paulo que não conheci, mas procurei saber como era devido a minha curiosidade permanente de menina.<br><br>Vamos então à canção: "Lampião de gás":<br><br>Lampião de gás, lampião de gás, <br>quanta saudade você me traz. <br>…<br>Do bilboquê, do diabolô, me dá foguinho, vai no vizinho <br>de pular corda, brincar de roda, <br>de Benjamin, Jagunço e Chiquinho. <br>…<br>Minha São Paulo, calma e serena, <br>que era pequena mas grande demais, <br>agora cresceu, mas tudo morreu, <br>lampião de gás, que saudades me traz. <br>Lampião de gás, lampião de gás, <br>quanta saudade você me traz.<br><br>E depois tinha mais alguns versos que falavam de uma avó, de guloseimas, da definição da cidade, dos sentimentos de saudades, das recordações e da vida da cidade.<br><br>Minha mãe me explicou algumas coisas que eu indaguei… Ela falou sobre fatos que lembravam sua infância e a infância de sua mãe. Perguntei as tias dela também e tentei descobrir alguma coisa sobre a época. Ouvi então como eram algumas brincadeiras citadas na música, vi o retrato de um lampião de gás e um álbum de imagens antigas da cidade.<br><br>Sempre que me lembro desta canção, sinto a mesma emoção de ouvir e cantar aqueles versos e lembrar-se dos relatos e das coisas que descobri… “Lampião de gás, que saudades me traz…”<br><br><br>E-mail: [email protected]