Escolas…comecei, repeti, nao parei e venci

Paiê, posso ir a cavalo pra escola? Tem um pasto grande atrás da escola e muitos meninos levam seus cavalos. Depois de muito pensar veio a decisão. Não maltrate o animal, leva.
No dia seguinte, na hora de sair já com minha camisa branca e calça azul marinho, cheguei por detrás do cavalo não sabendo que ele estava dormindo e ele se espantou…foi o fim do meu ano letivo no Grupo Escolar Prof. Manoel Dias de Almeida. O coice foi de cima para baixo no meu pé e eu fiquei um bom tempo na lista dos contundidos. O que me salvou foram folhas de fumo esquentadas na chapa do fogão e depois enrolava todo o pé. Nem seqüelas deixou. Filho, não maltrate o animal…
No ano seguinte, mudamos para São Paulo, tomei um teste e comecei no segundo ano, na Quinta Escola Mista da Bela Vista na rua Aguiar de Barros. Dona Elza de Brito foi minha professora e amava sua profissão. Nos tratava como seus filhos.
Por alguma razão no próximo ano fui parar na Escola Madre Maria Eugenia no Jardim Paulista que ficava nos fundos do Colégio Assumpção, existia ate uma viela que terminava na Nove de Julho. Que bosque maravilhoso, com suas castanheiras e as araras livres, sempre voando e fazendo aquele barulhão. A gruta bem grande com suas águas rolando e a Virgem ali nos observando. Quase chorei quando, depois de muitos anos passei pelo local e lá estava um grande supermercado. O bonde 40 Jardim Paulista me levava da Asdrubal do Nascimento até a escola e era uma viagem…. Depois mudamos para a rua Batataes, bem em frente de onde entrava as mercadorias para a loja do seu Valentim, onde conheci o Abílio e o Arnaldo ainda moleques. Me lembro bem do grande pomar nos fundos da casa onde os sabiás laranjeira cantavam enquanto eu apanhava pitangas saborosas.
Mudamos outra vez para o Centro e o famoso bonde voltaria a fazer parte da minha vida. Fui para o Colégio Estadual e Escola Normal Alexandre de Gusmão na rua Bom Pastor lá nos confins do Ipiranga. No ano seguinte, já no primeiro ano ginasial mudei para o novo Alexandre de Gusmão na Agostinho Gomes esquina com rua Cisplatina. Repeti duas vezes pois o inglês não entrava na minha cabeça e a solução foi sair do Alexandre. Tenho boas lembranças do Prof. Deusdá Magalhães Mota que me incutiu na cabeça o dever de estar bem informado e nos obrigava a ler pelo menos um jornal por dia. Também do prof.Clovis Figueiredo Cerqueira que conhecia musica profundamente, guardo boas recordações.
Fui transferido para o Educandário São Leopoldo de propriedade da dona Vera, blusão vermelho com o Mickey do lado direito do peito, na Estrada do Cursino, onde tínhamos aulas de francês e me dei bem melhor. Me cansei de andar de bonde e ônibus por anos e fui parar no Madureza Santa Inês, que ficava próximo de casa e no final fomos para Taubaté prestar exames no Colégio Olegário de Barros. Quase todos passaram pois tínhamos excelentes professores no Santa.
Alguns anos mais tarde fui ao encontro do Dixie College e Southern Utah University de onde sou um alumini. That is all folks.