Vi Francisco Sarno jogar. Simplesmente Sarno, ele era beque (lateral) esquerdo do Palmeiras, campeão do ano santo de 1950. O jogo que eu vi, foi no velho parque antártica. Que não era esse jardim suspenso de hoje. No lugar da ferradura era uma arquibancada de madeira em toda a extensão da linha de fundo coberta por telhas de zinco. Foi um jogo que o Palmeiras fez pelo campeonato paulista contra o Nacional da capital. Resultado 4 x 1 para o Palmeiras. Não me lembro quem marcou os gols do Palmeiras. Mas o gol do Nacional me lembro. Foi Turcão contra. Bateram um escanteio pela ponta direita e Turcão estava rente ao poste esquerdo. Quando a bola veio em sua direção, ele se atrapalhou a bola bateu no bico da chanca (chuteira) e foi para as redes, sem que Oberdã, que estava atrás dele pudesse fazer nada. Naquele dia o Palmeiras, salvo algum engano meu, jogou com: Oberdã, Turcão e Palante. Waldemar Fiume, Luiz Villa e Sarno. Nestor, Canhotinho, Aquiles, Jair e Rodrigues. O técnico era Jim Lopez, substituído, nas ultimas seis partidas por Ventura Cambon, técnico dos aspirantes. Eterno quebra galho dos que eram despedidos.
Ob: 1950, foi declarado ano santo, no Brasil pelo fato de a igreja católica ter realizado o Congresso Eucarístico Mundial, no Rio de Janeiro, que era o distrito federal. (capital do Brasil)