O moço de Barra Bonita, quando narrava jogos pela Rádio Bandeirantes, e outras emissoras de rádio, sempre procurava enfeitar, dar mais brilho à sua narração, fazendo um trabalho excepcional. Ele o dizia assim: “Abrem-se as cortinas e começa o grande espetáculo, torcida brasileira!”.
Quando o jogador pegava na bola, ele dizia: “Dudu, o moço de Araraquara; Baiano, o moço de Matão; Toninho,o moço de Bauru; Wilson Mano, o moço de Auriflama; Zé Carlos (Serrão); o filho de D. Balbina”, e por aí vai.
Quando a partida chegava aos minutos finais, ele então dizia: “O tempo passa, torcida brasileira; 44 minutos da segunda etapa, estamos no crepúsculo da partida, o sol carrancudo vai indo embora, a noite vem chegando para abraçar a cidade grande!”.
E quando saía gols, ele, para infernizar o torcedor, simplesmente dizia: "Agora não adianta chorar, tem bola na sacola são paulina, corintiana, palmeirense, etc.”.
Estou falando do saudoso Fiori Gigliotti. Na minha opinião, o maior narrador de futebol do rádio brasileiro. Eu, por diversas vezes, ouvi essa fera narrar jogos ao vivo no Pacaembu. Eu, sempre que dava certo, me sentava próximo à sua cabine que o consagrou, a Rádio Bandeirantes.
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