Na minha infância em Itaquera, ou melhor, no reino encantado do Morro do Querosene, existiram vários personagens já citados em outras histórias aqui registradas.
Lembrei-me de dois personagens que seriam pessoas normais em nosso meio, mas na época eram considerados diferentes, por seu comportamento e modo de vida
Estou falando de João Turco e Jair Pagani. João tinha uma cabeleira encaracolada e olhos azuis de eterno moleque, lembro de um dia qualquer de 1978, em que um balão caiu na casa de minha tia Lola, fomos eu e o João pra cima do balão na ânsia de pegá-lo. O balão rasgou e João ficou muito bravo e eu o respeitei, afinal era apenas um moleque e o admirava muito
O Jair sempre andava com um violão, cantando e compondo. Em 1977 ele gravou um compacto que foi a alegria dos amigos. Eu ouvi o disco na casa do meu, também saudoso, Tio Budi.
Estes dois caras fizeram parte de minha infância e hoje tenho saudade deles.
O João já embarcou de volta para a casa espiritual e do Jair não tenho noticias, mas os dois morarão sempre nas minhas lembranças e em meu coração.
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